Categoria: cirrose

Quanto de café faz bem para o fígado ?

Estudos recentes sugerem que o consumo regular de café pode estar associado a menor risco de:

• cirrose
• câncer de fígado
• morte por doenças hepáticas

A quantidade que parece concentrar a maior parte do benefício é de aproximadamente 2 a 4 xícaras por dia.

E um detalhe interessante: o efeito também foi observado com café descafeinado, indicando que a cafeína provavelmente não é a única responsável pela possível proteção.

Mas atenção: café não trata gordura no fígado, não substitui perda de peso, atividade física ou controle do diabetes e do colesterol, e não reverte sozinho a fibrose hepática.

Para quem já gosta e tolera bem café, o consumo moderado pode ser mais um hábito favorável à saúde do fígado.

Atualização: Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE)

A peritonite bacteriana espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico que ocorre em pacientes com cirrose, sem foco intra-abdominal evidente. Resulta principalmente da translocação bacteriana intestinal e da baixa capacidade imunológica do líquido de ascite, especialmente quando sua concentração proteica é baixa. O diagnóstico baseia-se em contagem de neutrófilos ≥ 250 células/mm³ na paracentese, e o tratamento deve ser iniciado imediatamente com antibióticos de amplo espectro (como cefalosporinas de 3ª geração) e albumina intravenosa para prevenir insuficiência renal. A profilaxia é recomendada apenas em grupos de alto risco (hemorragia digestiva, ascite com baixo teor proteico e fatores adicionais de gravidade). Apesar do avanço terapêutico, a PBE ainda apresenta alta mortalidade e indica descompensação hepática importante, devendo sempre motivar avaliação para transplante hepático e vigilância intensiva.

Atualização: Deficiência de alfa-1 antitripsina em adultos

A deficiência de Alfa-1 Antitripsina (AAT) é uma condição genética rara que pode causar doença pulmonar (DPOC precoce) e problemas no fígado, como esteatose, cirrose ou até câncer hepático. A AAT é uma proteína que protege tecidos contra inflamação — quando está deficiente ou defeituosa, pulmões e fígado sofrem. O diagnóstico é feito com exames de sangue e genéticos, e o tratamento foca em evitar agressões (álcool, tabaco, obesidade) e tratar complicações.

Novo artigo: Como funciona a lista de transplante hepático no Brasil

A lista de transplante hepático no Brasil é resultado de amplas discussões entre as sociedades médicas, governo e sociedade, que montaram um sistema que não é perfeito, mas que é o mais transparente, objetivo e justo possível. Mudamos do esquema de fila, onde era até certo ponto vantajoso entrar na fila antes de precisar do transplante (mas correndo o risco de fazer uma cirurgia de grande porte sem necessidade) para um que prioriza portadores de doenças mais graves ou com sintomas mais severos.